Descubra qual regime vale mais a pena e quanto faturar como PJ para ter o mesmo ganho real da CLT.
| Item de Composição | CLT (Anual) | PJ (Anual) |
|---|---|---|
| Salário / Faturamento Bruto | R$ 0,00 | R$ 0,00 |
| 13º Salário + Férias + 1/3 Constitucional | + R$ 0,00 | - |
| FGTS Anual (8% acumulado) | + R$ 0,00 | - |
| Benefícios Extras (VR, VA, etc.) | + R$ 0,00 | - |
| Impostos (INSS + IRRF vs. Simples) | - R$ 0,00 | - R$ 0,00 |
| Custos Operacionais (Contabilidade/Desconto Férias) | - | - R$ 0,00 |
Personagem fictício, com os números calculados pelas mesmas tabelas de 2026 que a calculadora acima usa. Digite os mesmos valores nela para conferir o resultado.
Lucas recebeu duas propostas: CLT com salário de R$ 8.000,00 e R$ 1.000,00 por mês em benefícios (vale-refeição e plano de saúde), ou PJ faturando R$ 12.000,00 por mês, pagando 6% de Simples Nacional e R$ 300,00 de contador, e tirando 30 dias de folga sem faturar.
| CLT: total líquido no ano | R$ 100.093,28 |
| PJ: total líquido no ano | R$ 118.340,28 |
| Diferença a favor do PJ | R$ 18.247,00 |
| Faturamento PJ que empata | ≈ R$ 10.204/mês |
A calculadora acima trata o 13º com o mesmo desconto do salário mensal e estima o INSS do PJ sobre um pró-labore de um salário mínimo, como no exemplo.
Trocar a carteira assinada pela emissão de nota fiscal exige olhar além do valor bruto do contrato. É preciso considerar impostos jurídicos, ausência de benefícios compulsórios e custos operacionais do CNPJ.
No regime CLT, além do salário nominal, o trabalhador recebe benefícios indiretos garantidos por lei. Entre eles estão o 13º salário, 30 dias de férias remuneradas com adicional de 1/3, 8% mensal de FGTS (mais a multa rescisória de 40% em caso de demissão sem justa causa) e aviso prévio indenizado.
Para um contrato PJ (Pessoa Jurídica) ser financeiramente vantajoso, a receita mensal precisa cobrir essa diferença de direitos e ainda compensar a ausência de estabilidade trabalhista. Em média, um profissional PJ deve faturar entre 30% e 50% a mais do que receberia no equivalente CLT. Entenda essa conta no guia quanto cobrar como PJ para igualar a CLT.
Como PJ, o profissional passa a ser gestor da própria empresa. Isso significa arcar mensalmente com a alíquota do Simples Nacional, honorários de contabilidade online ou presencial, recolhimento do INSS sobre o pró-labore (para manter a aposentadoria da Previdência Social) e possíveis taxas de emissão de certificado digital.
Para prestadores de serviços de tecnologia, consultoria e marketing, a tributação no Simples Nacional costuma oscilar entre o Anexo III (alíquota inicial de 6%) e o Anexo V (alíquota inicial de 15,5%).
A chave para pagar menos impostos é a regra do Fator R: quando o valor acumulado da sua folha de pagamento (incluindo o seu Pró-Labore) representa no mínimo 28% do faturamento bruto da empresa, sua atividade migra do Anexo V para o Anexo III, reduzindo significativamente a carga tributária da sua nota fiscal. O passo a passo está no guia do Fator R no Simples Nacional.
Profissionais PJ não têm férias remuneradas por lei (veja o que o PJ perde em relação à CLT). Para descansar 30 dias no ano sem passar sufoco, o valor faturado nos 11 meses de trabalho precisa ser provisionado para criar um fundo de férias próprio que pague os custos fixos da empresa e do seu custo de vida durante o mês de descanso.