Crédito & Dívidas

Rotativo ou parcelar a fatura do cartão?

Não vai conseguir pagar a fatura inteira? Compare o rotativo, o parcelamento da fatura e um empréstimo para quitar o cartão, e descubra qual saída custa menos.

Atualizado em 23 de outubro de 2026, com o teto de juros da Lei 14.690/2023.

Sua fatura

Vale como pagamento parcial no rotativo e como entrada no parcelamento. Confira na fatura o pagamento mínimo exigido.

Taxas de juros ao mês

As taxas aparecem na fatura e no app do banco. Os valores acima são só exemplos.

Estimativa educativa. Não considera compras novas no cartão nem tarifas extras. O CET exato é informado pelo banco antes da contratação.

Comparação das saídas

Como funcionam o rotativo e o parcelamento da fatura

Quando você não paga a fatura inteira do cartão de crédito, o banco oferece três caminhos: pagar só uma parte e deixar o restante no rotativo, parcelar a fatura ou quitar com outra linha de crédito. Os três têm juros, mas a diferença entre eles pode passar de centenas de reais.

Rotativo: o crédito mais caro do mercado

O rotativo entra quando você paga qualquer valor entre o mínimo e o total da fatura. O saldo que ficou para trás vai para a próxima fatura com juros que frequentemente passam de 300% ao ano. Desde 2017, pela Resolução CMN 4.549, o rotativo só pode durar até o vencimento seguinte. Se você não quitar nessa fatura, o banco precisa oferecer um parcelamento com juros menores. Ou seja, quem paga o mínimo e não consegue quitar no mês seguinte acaba parcelando uma dívida que já cresceu.

Parcelamento da fatura

No parcelamento, você paga uma entrada e divide o restante em parcelas fixas, com juros menores que os do rotativo. A oferta aparece na fatura e no app do banco. Antes de aceitar, compare o CET (Custo Efetivo Total), que inclui juros, IOF e outros encargos.

Teto de juros: no máximo 100% da dívida

Desde 3 de janeiro de 2024, a Lei 14.690/2023 (a lei do Desenrola) limita os juros e encargos do rotativo e do parcelamento da fatura a 100% do valor original da dívida. Uma dívida de R$ 2.400 pode gerar no máximo R$ 2.400 de juros. A calculadora aplica esse teto e avisa quando ele é atingido. O limite não vale para empréstimos pessoais e consignados, que têm regras próprias.

Exemplo prático

Fatura de R$ 3.000. Você consegue pagar R$ 600 agora e precisa de 6 meses para o restante. Com rotativo de 14% ao mês, parcelamento de 8,5% ao mês, empréstimo de 4,5% ao mês e IOF incluído:

SaídaPagamentoTotal pago
Rotativo e quitar no mês seguinteR$ 2.753,13 na próxima faturaR$ 3.353,13
Rotativo e depois parcelar6x de R$ 612,46R$ 4.274,77
Parcelar a fatura agora6x de R$ 533,91R$ 3.803,43
Empréstimo para quitar6x de R$ 471,23R$ 3.427,38

Parcelar logo em vez de passar pelo rotativo economiza cerca de R$ 471. Trocar a dívida do cartão por um empréstimo mais barato economiza cerca de R$ 847. O rotativo só compensa se você tiver certeza de que vai quitar tudo na próxima fatura.

Como sair da dívida do cartão

Depois de quitar, monte uma reserva de emergência para não depender do cartão em imprevistos e use a regra 50-30-20 para manter as compras dentro do orçamento. Antes de parcelar uma compra nova, faça a conta na calculadora à vista ou parcelado.

Perguntas frequentes

Na maioria dos casos, parcelar a fatura sai mais barato que pagar o mínimo. Ao pagar o mínimo, o restante entra no rotativo, que tem os juros mais altos do mercado. Depois de 30 dias o banco é obrigado a oferecer o parcelamento, e você acaba parcelando uma dívida que já cresceu. Se não vai conseguir quitar tudo no mês seguinte, parcelar logo costuma ser melhor.

No máximo até o vencimento da fatura seguinte, cerca de 30 dias. Pela Resolução CMN 4.549/2017, se o saldo não for pago, o banco precisa oferecer um parcelamento com juros menores que os do rotativo.

Sim. Desde janeiro de 2024, a Lei 14.690/2023 limita os juros e encargos do rotativo e do parcelamento da fatura a 100% do valor original da dívida. Uma dívida de R$ 1.000 pode gerar no máximo R$ 1.000 de juros e encargos, somando no máximo R$ 2.000.

Vale quando os juros do empréstimo são menores que os do parcelamento da fatura, o que costuma acontecer com empréstimo consignado, crédito com garantia e, muitas vezes, empréstimo pessoal. Compare o CET (Custo Efetivo Total) das duas opções e não volte a usar o cartão sem controle depois de quitar.

Sim. Para pessoa física, o IOF de operações de crédito é de 0,38% sobre o valor mais 0,0082% ao dia, limitado a 365 dias. Ele é cobrado no rotativo, no parcelamento da fatura e nos empréstimos.

Fontes e metodologia

Parcelas calculadas pela Tabela Price, com a primeira em 30 dias. No cenário “rotativo e depois parcelar”, o saldo passa um mês no rotativo e o valor acumulado é parcelado a partir da fatura seguinte, conforme a Resolução CMN 4.549/2017. O teto de juros e encargos de 100% da dívida original segue a Lei 14.690/2023 e é aplicado ao rotativo e ao parcelamento da fatura, não ao empréstimo. O IOF segue o Decreto 6.306/2007 para pessoa física (0,38% mais 0,0082% ao dia sobre cada amortização, até 365 dias), é financiado junto com a dívida e fica fora do cálculo do teto. As taxas de juros variam por banco e por cliente. Consulte as taxas médias no Banco Central e o CET na sua fatura.

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