Salário e inflação

Calculadora de reajuste salarial e dissídio

Seu aumento repôs a inflação? Compare o reajuste com o INPC ou o IPCA dos 12 meses da data-base e veja quanto você ganhou ou perdeu de verdade.

Atualizado em 30 de outubro de 2026. Índices consultados direto no Banco Central.

Seu reajuste

Buscando no Banco Central...

O percentual do dissídio está na convenção coletiva, que o sindicato da sua categoria publica todo ano.

Ganho real

Descontando a inflação, seu salário -
Seu reajuste
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Inflação
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Novo salário R$ 0,00
Só para repor a inflação R$ 0,00 salário necessário
Diferença no ano R$ 0,00 com 13º e 1/3 de férias
No salário líquido

Próximo passo

Confira se o novo salário veio certo no holerite e veja quanto a inflação comeu do seu dinheiro.

Como saber se o reajuste foi bom

Um aumento de 5% parece bom, mas se os preços subiram 5% no mesmo período, seu poder de compra ficou igual. O que importa é o ganho real: quanto o salário subiu acima da inflação.

A conta do ganho real

Ganho real = (1 + reajuste) ÷ (1 + inflação) − 1. Com reajuste de 6% e INPC de 4,5%, o ganho real é 1,06 ÷ 1,045 − 1 = 1,44%. Subtrair direto (6% − 4,5% = 1,5%) é um atalho que superestima um pouco o resultado, e o erro cresce quando a inflação é alta.

Exemplos com salário de R$ 3.500

ReajusteInflaçãoNovo salárioGanho realDiferença para a reposição
3%4,5%R$ 3.605,00−1,44%−R$ 52,50/mês
4,5%4,5%R$ 3.657,500,00%R$ 0,00
6%4,5%R$ 3.710,00+1,44%+R$ 52,50/mês
8%4,5%R$ 3.780,00+3,35%+R$ 122,50/mês

INPC ou IPCA?

Em muitos anos os dois ficam próximos, mas quando alimentos sobem mais que serviços o INPC tende a ficar acima, porque a comida pesa mais no orçamento das famílias de menor renda. Os acumulados mês a mês estão na página de IPCA e IGP-M acumulados.

Data-base, retroativo e abono

Perguntas frequentes

Divida 1 mais o reajuste por 1 mais a inflação do período e subtraia 1. Com reajuste de 6% e inflação de 4,5%: 1,06 ÷ 1,045 − 1 = 1,44% de ganho real. Simplesmente subtrair (6% − 4,5% = 1,5%) dá um resultado aproximado, um pouco maior que o correto.

A maioria dos sindicatos usa o INPC, do IBGE, que mede a inflação das famílias com renda de até 5 salários mínimos. O IPCA, que é a inflação oficial, também aparece em algumas negociações. O período é sempre os 12 meses anteriores à data-base da categoria.

Não existe lei que obrigue a empresa a repor a inflação. O reajuste depende da convenção ou do acordo coletivo da categoria. Sem acordo, a questão pode ir a dissídio coletivo na Justiça do Trabalho. A única proteção legal é que o salário não pode ser reduzido.

É o mês do ano em que a categoria negocia o reajuste com as empresas. Comerciários, bancários e metalúrgicos, por exemplo, têm datas-base diferentes. Se o acordo é fechado depois da data-base, o reajuste costuma ser retroativo e a diferença é paga em folha.

Porque o INSS e o Imposto de Renda são progressivos. Quando o salário bruto sobe, uma parte maior pode cair em faixas com alíquota mais alta. Por isso o aumento no líquido, em percentual, costuma ser um pouco menor que o reajuste do bruto.

Fontes e metodologia

INPC (série 188) e IPCA (série 433) do IBGE, consultados no Sistema Gerenciador de Séries Temporais do Banco Central. A inflação acumulada multiplica as variações mensais dos 12 meses anteriores ao mês do reajuste. Se algum mês ainda não foi divulgado ou a consulta falhar, preencha a inflação manualmente. A diferença anual considera 12 salários, o 13º e o terço de férias. O salário líquido usa as tabelas de INSS e IRRF de 2026 para os dois salários, sem dependentes, para isolar o efeito do reajuste.

Fontes oficiais